Semanalmente vou escolher um assunto polêmico, problemático, grave, controverso e espinhoso =] para publicar. O objetivo? Debater, pensar em soluções, ou pelo menos, não deixar passar em branco.
O assunto de hoje é sério, e de fundamental importância aos cidadãos de BH e região metropolitana, especialmente aqueles que tem de se deslocar diariamente na região Noroeste, seja para o trabalho, aula, ou outros compromissos. Com os preparativos da Copa do Mundo a todo vapor, várias obras estão sendo executadas na cidade, seja no entorno do Mineirão, nas avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Bulevard Arrudas... Particularmente, acredito que essas intervenções são super necessárias, e vão ajudar - e muito - a melhorar a qualidade de vida de muita gente. Porééééém... um pequeno detalhe tem me chamado muito a atenção: a ausência total de informações sobre projetos de adequação e mobilidade urbana na região Noroeste, especialmente na região do Padre Eustáquio. Aqueles que passam por lá, ainda que esporadicamente, sabem o quanto a situação é complicada: a partir do Elevado Castelo Branco, para quem tem de percorrer toda a rua Padre Eustáquio, a viagem pode demorar 20 minutos ou 1h30 (!), dependendo do horário em que a 'aventura' é feita.
A origem de parte do problema é histórica: quando da construção de Belo Horizonte, a comissão responsável pela nova capital de Minas traçou a Avenida do Contorno como limite da cidade, de forma que todo processo de ocupação 'dentro' da avenida foi analisado e planejado. No entanto, a burocracia, os impostos, e o alto custo de vida da região fez com que aqueles que buscavam moradia procurassem novos locais para se instalar, além daquelas fronteiras já definidas. Iniciou-se, assim, o povoamento do Padre Eustáquio e Carlos Prates, ambas áreas além da Av. do Contorno. O pequeno povoado acabou se expandindo; onde antes haviam apenas carroças passaram a haver bondes, e então ônibus, até chegarmos nos dias de hoje. Só que mesmo com todas as modificações ao longo dos anos, o traçado original da via pouco foi modificado: ruas estreitas, muitas curvas, pouquíssimas áreas de escape e quase nenhum lote vago, o que torna ainda mais complicada a tarefa de se adequar a rua à realidade do século XXI.
Mas não somente a Rua Padre Eustáquio é motivo de retenção no trânsito da região: a Praça São Vicente, encontro da Rua Pará de Minas com Anel Rodoviário, também é cenário de vários problemas de mobilidade. Aliás, já há alguns anos está área não é mais uma PRAÇA propriamente dita, transformou-se num cruzamento em uma das tentativas de melhorar o tráfego na região. O problema é tão grave que em 2008 a foi apresentado um projeto completo de revitalização da Praça, com construção de viadutos, retornos e vias marginais, e esta obra venceu suas quatro concorrentes com 40% dos votos no Orçamento Participativo Digital, uma enquete da prefeitura de Belo Horizonte questionando qual obra seria mais urgente para a cidade. Interessante é que a obra até hoje não saiu do papel. Questionada, a prefeitura alega que a obra passou a ser responsabilidade do DNIT (já que envolve o Anel Rodoviário, de responsabilidade Federal), e que por isso não tem mais nenhum tipo de vínculo com a intervenção na região. Mas então, a pergunta é: Por que tal obra entrou então na votação? O que foi feito com o dinheiro que já havia destinado ao projeto vencedor do OP? Perguntas que não conseguimos responder...
Resta agora, aguardarmos, e termos esperança de ver a Praça São Vicente revitalizada para a Copa do Mundo, ou, pelo menos, para as Olimpíadas de 2016.
Praça São Vicente
Beto Magalhães/EM/DAPress
E você, acha que o projeto sai? Comenta então!


Nenhum comentário:
Postar um comentário